COMO AJUDAR

Sendo Sócio (mínimo 2 euros mensais); Voluntário / Apadrinhar; Adoptando um animal Donativos em géneros: Ração para cão/gato; Mantas / Camas / Casotas; Anti-parasitários Donativo monetário: NIB: 0035 0774 0013 9251 33043 NIF: 506 350 312 TLM - 938514487 ( deixe sms ou telefone das 7h30 as 8h15 ou depois das 19h00) Email: sobreviver.setubal@hotmail.com



terça-feira, outubro 11, 2005

A foto colectiva...


A Sobreviver está a passar por um tempo de mudança mas o trabalho e esforço são constantes, exigindo muito dos poucos voluntários que a associação dispõe. Tentamos dividir o nosso tempo pelos animais abandonados que estão a cargo da Sobreviver e pelos animais do Canil Municipal. São estes últimos os mais necessitados. Uns apresentam sinais óbvios de maus-tratos ou negligência, outros estão feridos ou são simplesmente deixados ao abandono, presos num poste de luz ou numa árvore em frente ao Canil Municipal. Apesar de ainda terem a possibilidade de serem adoptados, são olhados com desprezo pelos responsáveis das instalações, não merecendo os cuidados que os nossos focinhos de casa têm...Custa sequer a crer que já pertenceram a alguém... que ainda amam essa pessoa e que esperam vê-la das grades do canil...
Precisamos de novos voluntários para continuar este nobre trabalho... (temos de nos orgulhar disso não?). Voluntários que contactem directamente com os animais mas também voluntários que disponham de algum tempo para tratarem da parte informativa do blog ou do site (ainda a criar), sem sequer terem de sair de casa...
Pensem nisso...Temos um mundo e apenas uma vida para mudá-lo...

domingo, maio 30, 2004

A Sobreviver...

...é uma associação sem fins lucrativos, que se dedica à protecção de cães e gatos, desempenhando a sua actividade no distrito de Setúbal. Todo o trabalho é voluntário, por isso não remunerado, e é levado a cabo por pessoas que prescindem de algum tempo livre e utilizam os seus conhecimentos e competências para agirem em prol do bem-estar animal.
A Associação não possui nenhum abrigo para recolha de animais errantes, privilegiando o trabalho em parceria com os canis/gatis municipais do distrito, uma vez que é aos poderes públicos, nomeadamente às Câmaras Municipais que, por lei, compete tal tarefa. Infelizmente muitos dos canis/gatis camarários existentes em Portugal estão longe de reunirem as condições mínimas necessárias ao abrigo condigno dos animais que recolhem, e em muitos locais não é feita a divulgação necessária, nem são criadas condições para que os cães e gatos capturados possam ser adoptados. Para muitos animais o canil/gatil é a sua última morada, antes de serem abatidos. A Associação tem trabalhado, e continuará a desenvolver esforços, no sentido de alterar esta situação na área geográfica em que se insere. É necessário que os poderes públicos sejam, cada vez mais, chamados a assumir as suas responsabilidades nesta matéria. Os canis/gatis não podem ser formas encapotadas de matadouros municipais. É preciso melhorar as condições do alojamento nos canis/gatis, mas mais que isso, é imprescindível criar condições (logísticas e outras) que possibilitem a adopção consciente e responsável dos cães e gatos que aí se encontram.
Outra das áreas prioritárias da Sobreviver passa pelo trabalho com as escolas. A forma como os animais são vistos e tratados em cada sociedade reflecte, antes de mais, uma matriz cultural e de valores. Para alterar essa matriz é necessário tempo ( muitas vezes a transição geracional) e, na nossa opinião, uma aposta séria na educação e na informação.
No fundo, temos como objectivo principal combater as causas dos maus-tratos, do abandono, da negligência, em vez de apenas tentarmos minorar, ou remediar, os sintomas da “doença”. Ou seja, apostamos sobretudo na informação, na educação, na consciencialização, e na criação de parcerias com outros organismos públicos e privados, em vez de nos limitarmos a abrigar animais, vítimas de uma sociedade que desresponsabiliza os que mal-tratam, os que abandonam. Proteger os animais que sofrem é necessário e um dever moral, mas não é apenas disso que nos ocupamos. Até porque a recolha em abrigos não é a situação ideal, é apenas uma situação de recurso.
O abandono e ao maus-tratos têm de ser combatidos; os canis/gatis têm de assumir-se como abrigos temporários de animais em situação de risco e como portas abertas a futuras adopções responsáveis; os poderes públicos terão de assumir as suas responsabilidades nesta área, promovendo campanhas informativas e didácticas, e fiscalizando o efectivo cumprimento da lei; a sociedade civil terá de ter também um papel activo, nomeadamente através de associações que trabalhem em parceria com outros organismo na prossecução destes objectivos, mas não só – cada um de nós, individualmente, deverá repensar a sua actuação e exercer a sua capacidade de pressão para que algo mude de facto. É nisto que acreditamos. É por estas grandes metas que trabalhamos cada dia, conscientes que está quase tudo por fazer e que a ideia de mudança provoca inevitavelmente reacções adversas em certos sectores.